1 lugar em África.
O vento daqui mantém um encontro marcado há milênios: um sopro de norte que percorre o Mar Vermelho, constante, lateral e sem pressa. Você caminha por águas mornas e rasas, sobre areia clara, até a lagoa se abrir lisa e larga. Não há drama nessa água, apenas paciência: é preciso ler a maré e esperar a hora em que o mar devolve profundidade. O verão chega forte, com vinte nós ou mais, para quem quer resistência; os meses de transição chegam suaves e ensinam. O que fica não é apenas a velejada, mas o ritmo da luz do deserto, da água plana e de um vento que já soprava antes de você aprender a inclinar o corpo contra ele.